06/03/2017

Na tempestade a calma é um sinal de confiança em Deus



Em alguns momentos quando olhamos para cima podemos ver apenas o céu cinzento anunciando a chuva que virá, e já nos preparamos para recebê-la. Vamos fechando as janelas, as portas, retirando as roupas do varal e ás vezes até tirando certos eletrodomésticos das tomadas para evitar o risco deles queimarem. Nos fechamos em casa, alguns vão para o quarto e pegam aquele livro da estante, se deitam e esperam ansiosos o primeiro som dos pingos de chuva batendo no telhado.

Mas nem sempre estamos prontos para a chuva, podemos estar na rua e ela nos pegar de surpresa, então saímos correndo e entramos na primeira loja que aparecerá em nossa frente. E em alto mar? Como será receber a chuva? E no deserto? Sem dúvida cada lugar e cada pessoa agem diferente sob a chuva. Cada um escolhe como irá reagir, se é reclamando, lamentando ou correndo para o seu centro e dançar. Mas ela vem para todos, sejam bons ou maus, ela simplesmente vem, dependendo também da estação, mas ela chega.

Assim pude concluir que como a chuva os problemas caem na vida de todos e a diferença está em como cada um lida com eles. Pois algumas pessoas quando estão com dificuldades se silenciam e não deixam ninguém saber, ás vezes se abrem apenas para a pessoa mais próxima, mas ainda assim preferem guardar a sete chaves o que realmente está acontecendo, e acabam sofrendo só. Já outros no primeiro arranhão saem aos gritos e contam para todos que lhe derem atenção, pois não sabem preservar as próprias dores e só querem que os outros sintam o mesmo, que possam oferecer ajuda.

E ainda tem aqueles que são cautelosos sobre tudo isso, escolhem em quem confiar e contam seus pesares, mas para outros dão seus melhores sorrisos e dizem que suas vidas nunca estiveram melhores. Porque cada pessoa é um mundo e reagem de forma diferente frente a alguma dor. Mas o que todos sempre têm em comum é o desespero, a agonia, a ansiedade e o medo. Pois as perseguições, doenças, desemprego, humilhações, solidão, desamor, atinge todo coração em algum momento da vida mesmo que a pessoa fique alerta e se protegendo a todo custo.

Porque viver nesse mundo é correr riscos. Irão nos machucar, também iremos machucar, vamos sorrir e chorar, perder e ganhar, ficar e ir embora. Nada é estático, ninguém é feliz para sempre. E as tempestades vêm até sobre aqueles de bom coração que ajudam quem lhes pede, que oram todos os dias, leem a palavra de Deus, vão aos cultos, sabem perdoar e amar. Mas eles também sofrem porque estão nessa Terra e propensos a dor. Porém o que os diferencia é como lidam com seus sofrimentos.

Por mais difícil que seja enxergar um dia ensolarado enquanto se vê apenas nuvens cinzentas, de escutar risos enquanto se escuta somente trovoadas, não se pode perder a esperança de que dias melhores virão. E nada de dizer que só você sofre e ninguém mais nesse mundo entende suas dores, porque os outros também têm suas cicatrizes e ferimentos para curar. E também não se feche por achar que ninguém pode te ajudar a solucionar esse problema, porque a solidão mais atrapalha que ajuda, ela esconde você de outros que sofreram de forma semelhante e sabem o caminho para você se recuperar.

Mas a questão primordial nisso tudo é aquela voz que diz para você se acalmar, e parece até loucura pedir isso a alguém que tem no peito um turbilhão de dúvidas e ansiedades, mas é que com Deus ficar calmo é sinal de confiança. É o mesmo que dizer que confia suficientemente Nele para acreditar que Ele fará tudo por te amar, mesmo que você não mereça e nem entenda as razões para sua vida estar assim, mas ser humilde o bastante para falar que não sabe de nada diante Dele e que por isso escolhe confiar sem ver, sem compreender e sem lhe dá nada em troca além do seu coração quebrantado. Por isso prefira o descanso, faça sua oração e espere com paciência o primeiro raio de sol sair detrás das nuvens de chuva. 

Escrito por: Tatielle Katluryn



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